O assunto de tecnologia da semana passada foi o casal de adolescentes gaúchos que trocaram caríciais via TwitCam. Exatamente uma semana depois alguns jogadores do Santos Futebol Clube, que decide a Copa do Brasil nesta quarta-feira, também usaram a ferramenta de transmissão de vídeo com chat para causarem baderna na rede. Mas existe algo de novo nisso?
A ascensão do Twitter no Brasil ocorreu em 2009, embora a rede social exista desde 2006. Os chats surgiram nos primórdios da internet e as transmissões de vídeo via web não são novas. Ferramentas como a Justin.tv, Ustream, Qik entre outras existem já há algum tempo. Então por que o TwitCam, da Livestream, virou febre para quem quer se expor na rede?
A facilidade da integração do Twitter com o TwitCam propicia ao usuário um nível de interação maior do que os canais isolados que haviam até então. Porém é necessário saber que essas ferramentas já habitam a rede a algum tempo o que demonstra que precisamos educar os jovens para os usos dessas ferramentas.
As trocas de carícias íntimas protagonizadas pelo casal de adolescentes gaúchos é falta de algo que a tecnologia não substitui. Se educassemos nossos jovens para o uso dessas novas possibilidades de relacionamento humano teriamos menos exposição descontrolada na rede.
Que ações práticas o governo federal está tomando? Tirar internet por um mês da adolescente gaúcha educa? E que imagem os jogadores santistas deixam para os fãs? Por que os adolescentes de hoje buscam seguidores a qualquer custo? Infelizmente nesta semana temos mais perguntas que respostas.
Texto publicado originalmente na Coluna de Tecnologia da Revista Luminus

