Simulações

Category Archives: Violência

Briga em estádio no Egito mata quase 75 pessoas

Quase setenta e cinco pessoas morreram nesta quarta-feira durante partida do campeonato egípcio disputada entre Al Masry e o Al Ahly na cidade de Port Said, noroeste do Egito. A violência começou logo após o termino da partida vencida pelo time da casa, de virada, por 3 a 1. Cerca de mil pessoas ficaram feridas na pancadaria, cento e cinquenta em estado grave.

Tragédias no futebol:

1964 – Peru x Argentina Lima (Peru) – Torneio Pré-Olímpico – 381 mortos e mais de 500 feridos
2001 – Hearts of Oak x Kumasi Ashanti – Kotoko Accra (Gana) – Campeonato Ganês – 126 mortos e 90 feridos
1989 – Nottingham Forest x Liverpool – Sheffield (Inglaterra) – Copa da Inglaterra – 96 mortos e mais de 200 feridos
1988 – Muktijodha x Janakpur – Katmandu (Nepal) – Amistoso – 93 mortos e mais de 100 feridos
1996 – Guatemala x Costa Rica – Cidade da Guatemala (Guatemala) – Eliminatórias da Copa do Mundo – 84 mortos e mais de 150 feridos

Com essa catástrofe a federação Egípcia já suspendeu, por tempo indeterminado, o campeonato local. Relatos dos jogadores do Al Ahly, que foram atacados, dão conta de torcedores do clube morrendo dentro do vestiário, algo terrível de ser compreendido e aceito em qualquer sociedade.

O que aconteceu hoje muito pouco tem a ver com a partida em si, mais é reflexo do momento que o país está passando. Declarações divulgadas por vários meios de comunicação dão conta de que o Egito está sem uma estrutura de segurança pública. Casos de desrespeito as leis são comuns após a queda do ditador Hosni Mubarak.

Thales Barreto

Foto: Reprodução/ You Tube

Segurança pública e a distorção dos fatos

Distorcer os fatos é uma prática corriqueira na redação de uma revista que publica um extrato supondo que ele seja verdadeiro e que ele seja de determinada pessoa. O problema é que nem todos são retardados no país do Michel Teló.

Reinaldo Azevedo confunde, em seu blog, uma operação previamente planejada com uma ação diária de controle de multidão. As agressões sofridas por um estudante no Piauí e por uma cozinheira, na Bahia, só mostram o despreparo da nossa polícia ao tentar controlar um grupo de manifestantes ou na hora de fazer a segurança de um evento.

Diferente disso são as políticas de segurança pública. Em São Paulo está ocorrendo a higienização da região central da capital. Estão simplesmente removendo usuários de drogas da região da Luz sem ter um lugar definido para o tratamento dos mesmos. Vale lembrar que dependência química é doença e deve ser tratada como tal, não exclusivamente com polícia.

Agressores já foram identificados

O caso do Pinheirinho reforça a truculência da PM paulista. Vale lembrar que um em cada cinco assassinatos é cometido por um policial paulista. [Recomenda-se a leitura do livro Rota 66 - A história da polícia que mata do jornalista Caco Barcellos]. Ah! Sobre o Pinheirinho só me resta uma dúvida, por que a PM não deixou a imprensa entrar, se estava agindo dentro das leis?

As diferenças no combate às drogas

Independente de quem governa o estado é necessário uma investigação para punir os responsáveis pelos abusos. E volto a argumentar que nossa polícia precisa ser mais bem preparada de maneira geral, incluindo psicologicamente. Não é partidarizando o problema que vamos conseguir melhorar nossa segurança pública.

Thales Barreto

Foto: Reprodução/ TV Bahia

Vereador agride manifestante caído

Matéria do jornal Correio do Povo mostra um manifestante caído sendo chutado pelo vereador Idenir Cecchin (PMDB), que após o chute tenta disfarçar a agressão. As imagens foram captadas pela TV Câmara e a agressão ocorreu durante manifestação contra a eleição de Mauro Zacher (PDT) para presidente da casa em dezembro do ano passado.

Veja o vídeo:

O vereador nega a agressão mas diz que se defendeu do manifestante. As imagens desmente essa versão. Não podemos, em momento nenhum, permitir que um vereador agrida um manifestante caído. É inadmissível que o Sr. Idenir Cecchin tenha tomado essa atitude.

A segurança da Câmara dos Vereadores estava tentando conter o estudante, o pontapé dado por Idenir justifica a ação dos manifestantes. É nas mãos de pessoas como essas que está a capital dos gaúchos. Espero respostas satisfatórias dos demais vereadores. Em outubro tem eleições, Sr. Idenir.

Thales Barreto

As diferenças no combate às Drogas

Um colunista da revista Veja comparou as ações policiais de combate ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro e em São Paulo [Link]. Embora os objetivos estejam muito próximos, são casos diferentes.

O que a polícia fez no Rio de Janeiro foi uma recuperação de territórios. Nessas ações, atacou exclusivamente traficantes, já que não existia ali a figura do usuário, que consumia o produto longe dos pontos de venda de drogas.

Em São Paulo, a situação é mais grave, pois os usuários estão misturados com os pequenos traficantes. Embora o poder bélico seja extremamente menor, a ação da PM paulista ataca o doente, o que é um erro terrível.

A questão de apoiar ou não a ação em São Paulo passa pela compreensão do que está ocorrendo de fato na Cracolândia. Não é questão política, é questão de inteligência. Não se pode tratar o doente com repressão. Ele precisa de tratamento médico, não de balas de borracha.

Thales Barreto

Foto: Serjão Carvalho/ Flickr

PM paulista ataca usuários na cracolândia

A secretária de justiça de São Paulo declarou, em entrevista ao programa Entre Aspas da Globonews [Link], que a repressão que ocorria na cracolândia, área central de São Paulo, era contra os traficantes que abasteciam os viciados. A intenção das operações, além de limpar a região, era coibir o tráfico, fazendo com que os usuários procurassem ajuda voluntariamente.

A ação foi falha. Com uma semana de operações a polícia paulista está brincando de gato e rato com os viciados que, volta e meia, se reorganizam em uma rua diferente. A polícia vai atrás e tenta dissolver o grupo e o real problema não é solucionado.

Contrariando as declarações da Secretária de Justiça de São Paulo a polícia agiu com violência contra usuários, pessoas que precisam de tratamento, de auxilio, mas o estado só consegue “dialogar” na base da porrada, da violência, da repressão. Mais uma vez a oportunidade de resolver o problema da cracolândia vai sendo desperdiçada.

Thales Barreto