Desde 2002 a TV Globo exibe o show de realidade Big Brother Brasil. Seu apresentador, Pedro Bial, largou o comando do jornalístico Fantástico para comandar a atração. Ao final de cada edição o selo da Central Globo de Jornalismo era, e ainda é, exibido. Talvez tenha sido ali a primeira mistura de jornalismo e entretenimento.
Anos depois o filho de um diretor global assume o comando de um programa de esportes com o intuito de “modernizar”, “rejunevescer” o programa, rotineiramente derrotado pelo mofado Chaves. Tiago Leifert sofre no início, mas consegue quebrar a resistência do público e vulgariza a informação esportiva, chegando ao cumulo de encerrar um programa “jornalístico” cantando um funk em homenagem a determinado atleta.
Porém o JN seguia intacto. No começo de 2010 o público começou a perceber que o casal Willian / Fátima estavam mais soltos na bancada. Começava ali um processo de informalidade perigosa. Essa “revolução” que passa o jornalismo da globo tomou novas cores na última segunda-feira.
Conheça o projeto JN no Ar:
Direto de Macapá William Bonner não apresentou um jornalístico, mas comandou um show. Era lançamento do que seria uma grande série de reportagens mostrando vários pontos do país seus problemas e seus anseios, o JN no Ar. Mas a informação foi tratada com vulgaridade ímpar.
Ao estilo Sílvio Santos a matéria especial virou show de Realidade. Só faltou Boninho e a Central Globo de Produção aparecerem ao final do Jornal Nacional. O destino do jatinho patrocinado pelo Banco Bradesco (o mesmo banco que gerou a demissão de Joelmir Beting em 2003) foi sorteado ao vivo pelo âncora. Ao fundo gritos da multidão enlouquecida com a celebridade.
O patrocínio na cauda do avião não me incomoda, o que me perturba é a espetacularização feita para o lançamento de uma série de reportagens especiais. Essa reportagem faz parte de um pacote de matérias sobre as eleições, será que uma certa seriedade não é necessária? Será que o jornalismo global se rendeu a vulgarização da notícia proposta por Tiago Leifert?
O jornalismo global mudou, não precisamos mudar com ele.
O SBT comemorou na última quinta-feira 29 anos de idade. Além de programas especiais e novas vinhetas a emissora paulista reformulou, como de costume, seu site da internet. Houve melhora na qualidade dos vídeos, além de uma evolução nos blogs e na área ligada ao jornalismo. Ele também está mais limpo e organizado.
Basicamente a emissora aperfeiçoou sua página. Modernizou pontos importantes como o compartilhamento de notícias e vídeos. Suavizou detalhes de seus destaques. Manteve a mesma estrutura do site anterior, mas o fundo branco deixa o site, ao meu ver, com um ar mais sério, profissional.
O único ponto negativo talvez esteja na página da programação, onde a inovação não deu certo. Ao adicionar cores suaves aos dias da semana peca-se em dias com fontes muito clarinhas, complicando a leitura do usuário. Seria um único ponto a corrigir.
Gosto do site do SBT porque ele cumpre o que se propõe. É um site de uma emissora de televisão não um portal de notícias. Embora ainda acho que um investimento na área de jornalismo é necessário para competir com os portais de outras redes de televisão.
No último domingo o Brasil enfrentou a seleção da Costa do Marfin e ganhou de 3 a 1, leia sobre o jogo. Porém na coletiva de imprensa o técnico Dunga voltou a atacar gratuitamente a imprensa. Dunga não está acostumado com as críticas e acaba partindo para o confronto sempre que um microfone lhe aparece na frente. A vítima do domingo foi Alex Escobar, jornalista do grupo Globo.
Já comentei aqui meu desgosto com a ausência de jornalismo que existe das coberturas esportivas da Globo. Na Copa do Mundo a emissora dos Marinho enviou torcedores, ao invés de jornalistas, para fazer sua cobertura. No Brasil o humorista Tiago Leifert comanda o circo, ou melhor a Central. O esporte é tratado como mero entretenimento, ao invés de receber a importância política, social e econômica que devia. Mas a Globo acha que ser crítico é ser chato, e ser sério é ser carrancudo. Felizmente não funciona assim.
Matéria do Fantástico sobre o desentendimento entre Dunga e Escobar:
A Globo adotou um tipo de jornalismo cego que não via, até então, os chiliques do técnico. Dunga, agora travestido de general, não conseguiu curar as feridas abertas vinte anos atrás. É mesquinho com a imprensa, faz questão de tratar mal, de boicotar, de limitar a informação. Fez da concentração da seleção um quartel general e agora atingiu a Globo, mesma emissora que no dia 11 de maio foi dar uma entrevista exclusiva sobre sua lista de soldados.
Agora, quando o mau humor do general Dunga bate a porta da Globo, o povo, o mesmo acostumado a ver Leifert fazer rap, esbraveja contra o guerreiro vendedor de cerveja. Será que após esse tapa na cara dado por Dunga os torcedores globais serão mais jornalistas e menos macacos de auditório? Será que o bom jornalismo ganhará espaço? Ou o circo do humorista Leifert continuará reinando, fazendo humor disfarçado de informativo para entreter nosso povo mediocre?
O jornal Folha de São Paulo passou por uma reformulação em suas versões impressa e online. A versão de web teve seu nome alterado de Folha Online para Folha.com porém a evolução do “jornal do futuro” foi bem pequena.
A Folha.com trabalha em três colunas, assim como a G1, porém a mudança não parece muito significativa. Aparentemente falta alguma coisa. Comparando com a versão estã mais organizada, talvez esteja aí um dos pontos positivos dessa mudança. Parece também ter mais conteúdo na página principal.
Para uma mudança que gerou um documentário de quase 20 minutos se esperava mais. O que está no ar é bom em relação ao que estava antes, mas muito aquém do eu esperava. Ah! Não gostei da mudança de nome do caderno Brasil para Poder. Achei muito ruim, creio que seja um dos pontos negativos dessa reforma. Enfim, espero a opinião de vocês.
Veja o documentário sobre os bastidores das mudanças da Folha de São Paulo:
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons” – Martin Luther King
Venho através desta nota esclarescer alguns fatos e auxiliar a sociedade desta estimada cidade na compreensão do que realmente está acontecendo.
Antes de tudo, ressalto que nasci em Rosário em 1986, cresci e morei aqui até meus 15 anos. Estudei durante nove anos no extinto colégio Nossa Senhora do Horto, estudei mais um ano na escola Plácido de Castro antes de me mudar para a cidade de Porto Alegre onde resido desde 2002. Mesmo longe, não rompi os laços com minha cidade natal.
Na Capital, conclui meu ensino médio e cursei jornalismo em uma das mais respeitadas faculdades de comunicação social do país. Em nenhuma dessas escolas fui considerado um aluno problemático, pelo contrário, sempre fui exemplo segundo meus professores. É em nome da minha família, dos meus professores, dos meus amigos e em nome da minha carreira profissional que busco reestabelecer a verdade.
Na quinta-feira, dia 13 de maio, fui informado sobre as declarações do vereador Rogério Azevedo (PTB) na Rádio Marajá. Nela, o nobre político mostrava indignação com uma página que difamava a cidade. Neste momento, não houve nenhuma referência direta a qualquer endereço de website.
Em virtude de ser um assunto de interesse, descobri que na verdade o material em questão está publicado na Desciclopédia. Surpreso com o alarde feito, já que a página estava em um site humoristico de fama internacional, alertei os meus familiares sobre isso e repassei o endereço a eles. Logo após escrevi sobre o fato em meu site pessoal, que mantenho desde 2006. Tentei esclarecer os leitores de que a página era uma piada e que não deveria ser levada a sério.
Infelizmente, o representante do nosso povo confundiu a Desciclopédia com o Simulações. Assim, inclusive utilizou os meios de comunicação para, sem provas e de forma caluniosa, ligar o meu nome ao verbete virtual de Rosário. É curioso observar que justo na busca pela veracidade dos fatos, no momento da verdadeira apuração, afirmações amadoras e sem as devidas referências foram repercutidas. Na busca por um suposto delito, fui vítima de uma difamação grosseira.
Jamais editei um verbete da Desciclopédia. Jamais falaria mal da cidade que me criou e que moram pessoas fundamentais para a minha existência. Jamais difamaria categorias importantes para o município. Categorias essas que respeito, que tenho parentes, amigos.
Posto isto, informo que já conto com os devidos registros das manifestações realizadas e os mesmos serão utilizados nas eventuais providências legais. Lamento profundamente a falta de ética, a inexistência na apuração dos fatos e a divulgação de informações sem sentido e mentirosas. Mesmo neste imbróglio, tenho a sorte de ter possibilidades e meios – sejam comunicacionais ou legais – para buscar a reparação e divulgar o real conhecimento. Imagino que o mesmo transtorno pode ser observado no futuro com questões mais sérias presentes em nossa sociedade, estas sim que requerem o devido esforço dos nossos representantes.
Assim, espero que as pessoas tenham mais cuidado tanto ao produzir e divulgar conteúdo, seja de denúncia ou não, sobre cidadãos de bem de maneira equivocada. Desejo sorte a todos nós rosarienses.