A queda do técnico gremista Caio Junior, anunciado oficialmente nesta segunda-feira, não é nenhuma novidade. O treinador já foi contratado com desconfiança da torcida e com pressão da imprensa. Os maus resultados que colocaram o tricolor em quarto no seu grupo no primeiro turno do estadual só colaborou para que ele não conseguisse se manter no cargo.

O time ainda está sendo montado, tanto que no sábado uma contratação estava chegando a Porto Alegre. Isso conta a favor de Caio Junior que não conseguiu em 77 dias definir um esquema tático e uma equipe titular. O técnico parecia perdido no comando tricolor. Assim como estava perdido no comando do Botafogo quando comandou a equipe na temporada passada.
O erro não está na demissão de Caio que não conseguiu convencer ninguém em sua volta, o erro está na contratação desse treinador. Problema que pode ficar agravado contratando o homem de negócios Vanderlei Luxemburgo. Esse, por sua vez, não tem montado times eficientes, não conquista títulos relevantes e não é o mesmo de 10 anos trás, quando estava na seleção.

A demissão de Caio Junior mostra que os problemas do Grêmio passam pelo seu presidente interessado apenas em se proteger do caos e só aparece nos momentos em que o clima está mais ameno. O clube sofre por ter alguém mais interessado em si mesmo (politicamente) do que em cuidar dos interesses coletivo.
Ou os políticos gremistas param de pensar em si, ou o clube seguirá sem conquistar títulos. As limitações dos dirigentes são refletidas em campo, com resultados pífios reflexo da falta de convicções que o clube possui.

Sobre o próximo treinador ele precisa apenas ter um esquema que possa ser utilizado baseando-se nas características dos jogadores que o tricolor tem hoje em seu elenco. Não adianta inventar é com isso que vai ser trabalhado. O torcedor espera que o próximo técnico tenha algumas certezas.
Thales Barreto
Fotos: Divulgação/ Flickr/ Grêmio