O cantor e escritor Gabriel O Pensador transformou a polêmica gerada pelo seu cachê como patrono da Feira do Livro de Bento Gonçalves em música. O artista apresentou hoje, 10, o clipe da canção “Linhas tortas”. Confira:
A Feira de Bento começou ontem, 9, e vai até o próximo dia 20. Para entender a confusão acesse aqui e aqui.
Ímola, Itália. Grande Prêmio de San Marino de Fórmula 1.
Sexta-feira, 29 de Abril de 1994. 8h da manhã. Treino Livre.
Antes de completar a curva, o carro nas cores branco, azul, verde e vermelho toca o limite da pista. Decola, atravessa o pequeno gramado e atinge a proteção de pneus. A roda dianteira direita é brutalmente arrancada. O carro é travado pelo resguardo, ficando na posição vertical. A cabeça do condutor atinge o volante com violência. A ápice do veículo atinge o solo, arrancando a grama violentamente. O carro segue desgovernado. Cai com a lateral direita, retirando ainda mais o tapete verde. O momento passa rápido, mas para quem vive a angústia da situação são horas.
A lateral destra é a primeira a encontrar a terra. O veículo acaba virando lateralmente por duas vezes. E para. A roda dianteira direita, outrora arrancada com violência, agora segue seu destino como se não soubesse que seu controlador está inconsciente. Fiscais de prova correm rapidamente para próximo do carro e acabam desvirando-o de uma maneira cruel. Logo chegam os médicos. Tudo deve ficar bem.
Dentro do automóvel está Rubens Gonçalves Barrichello. Brasileiro, 22 anos, paulista. Cinco vezes campeão nacional de Kart, considerado imbatível na época. Piloto com passagens pela Fórmula 3 inglesa e pela Fórmula 3000. Este é seu segundo ano na fórmula 1. Ao seu lado está Ayrton Senna, logo mais falarei dele.
Barrichello está em seu 18º grande prêmio. Este será o seu mais sério acidente na categoria. Veja o que ele declara sobre o fato: “Para minha própria sorte, lembro muito pouco dos momentos do acidente, das duas capotadas e de como os fiscais em uma maneira completamente irresponsável viraram meu carro. Tampouco me recordo de como cheguei até o hospital com o diagnóstico de traumatismo craniano, fratura do braço direito, fortes contusões na coluna e do lado direito do tórax, fratura do nariz e contusões na face e na boca. No entanto, lembro muito bem de quem estava ao meu lado assim que eu recuperei meus sentidos: Ayrton Senna.”
Murdoch, para quem não conhece, é dono da NewsCorp e está envolvido em um escândalo na Inglaterra após um de seus jornais ter cometido “deslizes” como grampos telefônicos em pessoas comuns, artistas, políticos e na família real. [Entenda o Caso]
Capa da Revista Carta Capital da última semana.
A capa da Carta Capital se refere ao escândalo inglês para contar o que acontece na sua concorrente, a Veja. A denuncia é que o semanal da Editora Abril teria sido pautado diversas vezes por Carlinhos Cachoeira, empresário preso envolvido com o crime organizado. Cachoeira teria passado informações, que prejudicariam seus desafetos, para o editor da Veja, escolhendo inclusive onde essas informações seriam divulgadas na revista.
A TV Record fez uma longa matéria, exibida no último final de semana, durante o programa Domingo Espetacular, explicando as ligações da Veja com Cachoeira Acompanhe:
Como comentei no começo do texto, nessa terça-feira, 08, o jornal O Globo rebateu a capa da Carta Capital defendendo Roberto Civita. Em seu editorial o jornal carioca dispara:
Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista “Veja”, na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta.
(…)
É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Roussef, com a liberdade de expressão.
Equivoca-se O Globo ao inocentar a imprensa de seus crimes, apelando para a “liberdade de expressão”. Pelas escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal fica claro que a Veja foi usada deliberadamente por Cachoeira. Não havia, aparentemente, investigação por parte da revista do que o empresário, hoje preso, lhe passava como “informação”.
Tarja publicada no site da revista tentando justificar o injustificável.
A fonte não era usada apenas para colher informações que seriam checadas e confirmadas posteriormente. A fonte, Cachoeira, ditava as regras do jogo, escolhia o momento para as matérias serem publicadas e o espaço que seria dedicado para a divulgação. Será que Cachoeira revisava os textos?
A imprensa, como todos, é falha e deve responder por seus crimes. O interesse maior é o do leitor e esse deve ser respeitado. Veja foi usada, ou se deixou usar, por um grupo criminoso para se beneficiar e atingir seus opositores. Na ganância de tentar destruir seus adversários políticos a revista esqueceu seus compromissos jornalísticos e se transformou no panfleto partidário mais vendido do país.
Em nome da “liberdade de expressão” permitem-se os erros mais pavorosos, não se faz reflexão alguma e se segue em diante. Quando a imprensa vai se analisar? Quando nós vamos refletir sobre o nosso trabalho e sermos mais profissionais? Precisamos repensar nossos veículos de comunicação de maneira urgente. Não existe democracia sadia se a imprensa também for corrupta.
Que o futebol mineiro está em crise já é batido, o problema é que não vê luz no fim do túnel. Seria a falta do Mineirão? Seria a divisão da grana da TV? Falta de competência dos administradores? Elencos ruins?
A impossibilidade de mandar jogos no Mineirão no brasileiro do ano passado afetou bastante os clubes de Minas Gerais que lutaram para não rebaixar. Dos três participantes da elite apenas o menor deles caiu, o América. O Cruzeiro, considerado um dos favoritos ao título acabou na décima sexta colocação, uma atrás do Atlético.
Este ano o Cruzeiro está fora da decisão do estadual. América e Atlético vão brigar pelo campeonato. Vale lembrar que teve mudança no comando político do Cruzeiro, o que provavelmente afetou a estrutura do clube. Em parte isso justificaria a decadência que o time sofre nos últimos tempos.
Talvez a falta de uma administração qualificada seja o principal problema para a queda de rendimento dos clubes mineiros. O Atlético ainda não conseguiu se reestabelecer após o rebaixamento para a série B em 2005. Mesmo com o título da segundona o clube não consegue se fixar novamente entre os grandes. Hoje o Atlético é um time mediano no cenário nacional.
Tanto Cruzeiro como Atlético tem bons jogadores em seus elencos, algo não tem feito esses jogadores bons renderem o que podem. O grupo atleticano é muito superior ao Goiás e mesmo assim foi eliminado em casa na Copa do Brasil. O arqui-rival precisará vencer por dois gols de diferença o Atlético Paranaense para avançar na mesma competição.
Se o futebol brasileiro atravessa uma fase ruim o mineiro consegue ser a síntese de tudo isso. Consegue mostrar que, mesmo com jogadores capacitados, falta algo para conseguir competir no mesmo nível de gaúchos, cariocas e paulistas.
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