Revista Norte Nº 13 - Canções fazem inventário do Rio
Dia: Sexta-feira (5/3)
Hora: A partir das 19h
Local: Instituto NT de Cinema e Cultura (Rua Marquês do Pombal, 1.111)

Alguns destaques da publicação:
- Os vários Rios revelados pela crônica musicada
Letras de canções ajudam a entender idealizações e descrições feitas nos últimos cento e poucos anos sobre a cidade erguida de frente para o mar e de costas para o povo.
Autor: Fernando Corrêa
Fotografias: José Medeiros e Marc Ferrez (Acervo Instituto Moreira Salles). Na capa da revista, fotografia de Ricardo Chaves.- A comissão da verdade será vencida pelos porões do horror?
O levante contra o fim do silêncio sobre as violações de direitos humanos no regime de 1964 aponta para a legitimação da tortura e da violência institucional.
Autor: João Rosito
Fotografias: Eduardo Seidl
Trecho: "(...) a questão não emerge apenas da tipificação dos crimes anistiados pela legislação de 1979, mas pela análise da diferença original - e radical - entre a violência cometida por um qualquer e aquele perpetrada pelo Estado contra um cidadão. Igualar tais violências é renunciar à capacidade de reflexão e de análise crítica da realidade, abrindo espaço, como fazem os regimes autoritários, à barbárie".- Negros de um lado, brancos de outro
Processo criminal revela que a abolição da escravatura não impediu que a segregação racial se desse de maneira informal, como no baile do Biriva, realizado no litoral norte gaúcho em 1932. Na época, negros e brancos não frequentavam as mesmas festas.
Texto: Rodrigo de Azevedo Weimer
Ilustracão: Gabriel Renner- João e Maria
Resenha do clássico dos irmãos Grimm, que ganhou da Cosac Naify uma edição ilustrada pela tcheca Kveta Pacovská, criadora de uma "bagunça pensada".
Texto: Celso Gutfreind
Trecho: "Não há vida digna nem saúde mental sem liberdade para sentir medo, agonia, alegria, o que pintar. Por isso, os contos clássicos dão de mil a zero na literatura contemporânea de auto-ajuda: neles, não há a frieza nem a onipotência do conselho, mas sim o calor de um sentimento. Este sim liberta, porque não está ali para resolver, responder, aliviar, mas sim para aumentar a intensidade da experiência, apontar possíveis e vários novos caminhos para experiências ainda mais amplas. Libertação é complexidade e, por vezes, traz mais angústia, mais medo, não mais pavor. O alívio, sim, pode ser apavorante".
- Elogiemos os homens ilustres
Resenha do novo título da coleção Jornalismo Literário, da Companhia das Letras. A obra do repórter James Agee e do fotógrafo Walker Evans conta a história de três famílias de colonos paupérrimas do Alabama no período após a Grande Depressão (1929). Lançada em 1941, costuma integrar listas dos mais importantes trabalhos jornalísticos do século 20. Talvez seja hoje o trabalho mais cult do jornalismo norte-americano.
Autor: Gabriel Pozzobom- da margem futura
Conto inédito de Altair Martins.
Fotografias: Fernando Schmitt- A resistência de uma boa cultura
A história do Pequeno Hans, primeira criança atendida pela psicanálise há cem anos, permite que se pense nas transformações culturais da infância.
Autor: Celso Gutfreind
Ilustração: Ana Gruszynski
Fonte: Vitor Necchi, editor da revista Norte.

