Em dezembro de 1999 a indústria da música se voltava contra seu público. Criado no meio do ano o Napster possibilitava o compartilhamento de música digital através de sua rede P2P.

Logo alguns meses após a sua criação o Napster começou a sofrer processos judiciais movidos pela RIAA, uma associação das principais gravadoras do mundo. Mesmo sofrendo processos o serviço funcionou até 2001 quando não resistiu e decretou falência.
Em 2002 foi vendido para o grupo Roxio e passou a vender música legalmente. Mesmo com a "morte" do Napster ele só foi a ponta do iceberg. Após a sua queda outros programas começarama substituir o "boi de piranha". E-mule, Kazaa, eDonkey, Morpheus, Audiogalaxy são alguns de seus sucessores.

Com a derrubada icônica do Napster as gravadoras mostram que não estavam preparadas para entrar no século XXI, muito menos entender seus novos consumidores e a sociedade em rede. Dez anos depois da guerra causada pelo compartilhamento de canções no formato mp3 já podemos indicar que o próprio formato já morreu, ou agoniza.
‘Tratar o público como bandido foi algo suicida’, diz João Marcello Bôscoli
As gravadoras começam a encontrar no streaming um novo modelo de negócios. Sites como a LastFm fazem a alegria das gravadoras. Musicas a um baixo custo e sob controle das mesmas. Sistema que pode ser a saída para os filmes, em um futuro próximo.
A compra da Lala, site similar a LastFM, pode indicar que a Apple já prevê um futuro diferente para seu iPod. Com a decadência do mp3 e a alta do streaming o iPod poderia estaar ameaçado. A industra se organiza a sua maneira.

